Deus não nos abandona

Nós ainda estávamos na Igrejinha, assim chamávamos, porque era um salão pequeno na rua Humaitá; e o número de membros e freqüentadores não chegava a 30, estávamos iniciando uma Igreja em SJC. Num determinado domingo, estávamos louvando a DEUS gostosamente e em certo momento, aproximou-se da porta da Igreja, que era uma porta de ferro tipo armazém, um jovem mal vestido, barba por fazer, e sua aparência não era bonita, daí um pouquinho ele entrou e sentou no último banco e ficou até o término do culto. Quando terminou o culto eu fui conversar com ele, e ele me expôs o seguinte: foi nascido e criado na Igreja Assembléia de DEUS, lá no nordeste, não me lembro se foi Ceará ou Paraíba, freqüentava normalmente a Igreja com seus pais até quando foi para uma outra cidade para cursar uma faculdade de Engenharia; lá, naturalmente, envolvido com outros jovens, esqueceu-se de DEUS e fez tudo o que não tinha aprovação do SENHOR, mas como ele próprio disse: “Tendo o diploma nas mãos, o mundo está nos meus pés”. Nesse período ele conheceu uma jovem que ficou grávida dele e tiveram um filho. Cursava na mesma sala que ele o filho do governador de um estado do norte, e sempre dizia ao Benedito, que ao terminarem a faculdade, por ser ele um jovem muito inteligente, faria todo o possível para que ele fosse trabalhar onde o pai dele era governador, com isso o Benedito ficou tranqüilo. Formou-se, colou grau, retornou para sua família com sua namorada e filho, não quis mais procurar DEUS, porque sabia que estava errado. Todas as portas de trabalho foram fechadas, não havia nenhum trabalho para ele tinha uma família para sustentar, e o que fazer? Depois de meses de sequidão, deserto árido, ele se inscreveu para fazer pós-graduação no ITA, Instituto Técnico Aeronáutica, em São José dos Campos, cujo curso ele recebia para fazer. Inscreveu-se e veio para cá. Foi morar numa pensão e exatamente nesse dia que eu estava falando com ele, já fazia três meses que ele não recebia nada e seus colegas do mesmo curso recebiam normalmente, segundo ele, estava vivendo pela compreensão do dono da pensão, e seus colegas do curso sempre o ajudavam emprestando algum dinheiro, ele pagava o P. F. (prato feito), estava vivendo uma situação muito difícil.

Naquela noite ao passar por aquela rua central de SJC, ao ouvir os hinos que a Igreja estava entoando, ele parou, sentiu muita saudade e voltou no tempo quando ele estava forme na casa do SENHOR também cantava louvores a DEUS, era DEUS chamando-o de volta.

Tivemos muita comunhão com este irmão, convidei para ele no dia seguinte fosse até minha casa, ele almoçou com minha família, oramos por ele e rogamos a DEUS para que tirasse todas as barreiras e restabelecesse a comunhão com Benedito, Uma semana depois tocou a companhia da minha casa e era o Bendito, estava sorrindo, feliz, alegre e com alguns papeis nas mãos dizendo: “Recebi todo o atrasado de uma vez e também uma carta de passagem do meu amigo de faculdade filho do governador do estado... dizendo pra mim de imediato para assumir uma diretoria numa parte na área de eletricidade”.

Esse moço, Benedito N..., ao retornar para sua casa, regularizou sua situação civil, retornou para a Igreja e em seguida foi para seu campo de trabalho.

Durante mais de ano, ele ligava todos os domingos lá pelas 23hs contando as bênçãos, a alegria que ele estava sentido com muito entusiasmo por tudo aquilo que DEUS fez na sua vida; depois perdemos o contato.

Benedito N..., se você ler, entre em contato conosco, eu tenho certeza que pela experiência que você passou, você teve a oportunidade de conhecer mais de perto o grande amor de DEUS  e sua misericórdia que não nos abandona em hipótese alguma.

Glórias a DEUS.

“...pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti”. Isaías 49:15

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; eu lhes dou a vida

Pr. Odecio

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