E a Brasilia 0 km parou na estrada

Em 1974, ficamos muito felizes quando pudemos pela 1° vez comprar um carro 0Km, ou melhor, uma Brasília, vermelha, linda, dois carburadores; não víamos a hora de fazermos a 1° viagem missionária com ela, e chegou o dia, há!, que alegria, fomos visitar a nossa Igreja na cidade de Itapeva, ou melhor, uma fazenda chamada Barreiro, "por tanto barro que havia na estrada", bem, fomos fizemos o culto no sábado, pela manhã ministramos o culto da Santa Ceia, (muitas vidas andavam a pé quilômetros para participarem do culto), logo após, fomos almoçar na casa do irmão Pb. Nery / Loide, e por volta das 15hs, retornamos, até aí tudo bem.

Quando entramos na Rodovia Castelo Branco, paramos no 1°Posto/Restaurante para tomarmos um lanche, como era de costume, há!!, estávamos felizes e alegres, pelas bênção recebidas no culto e também pela Brasília 0Km, tínhamos que nos apressar para ainda ministrar no culto da nossa Igreja em São Paulo; acabamos o lanche rapidamente, subimos no carro 0Km, saímos do Posto/Restaurante e entramos na Rodovia, não tínhamos rodado 100m na pista e o carro, isto é, a Brasília 0Km, fez um "ouuuuuuuuuuummm" e morreu, parou!, aí eu fui e abri o capô, olhei daqui e olhei dali, e não vi nada, desci até o posto que estava próximo e comprei um litro de gasolina, abri o capô da Brasília 0Km, vi dois carburadores, não sabia o que fazer, coloquei um pouco de combustível em cada carburador, (não sei se fiz certo ou errado), e aí pedi para a Pra. Leonor dar a partida no carro, o que aconteceu eu não sei, mas deu um estouro, saiu uma labareda de fogo, levei um susto que quase caí de costas, mas não pegou fogo, fechei o capô, sentei no carro na posição normal do motorista e lembro-me que orei assim: "Deus, estamos a teu serviço, precisamos estar na Igreja na vila das Mercês - Ipiranga/SP - às 19hs, faça com que o carro pegue SENHOR", dei a partida e o carro pegou, quase que viemos em uma só marcha por medo do carro morrer, chegamos em tempo, tomamos nosso banho, nos vestimos e fomos para o culto, amém!

No outro dia, fui para o meu trabalho normal, cedinho, e a Pra. Leonor ficou incumbida de levar o carro até a concessionária para ver o que havia acontecido. A Pra. chegou no local, estacionou o carro e chamou um técnico, conhecido nosso, relatou o acontecido e ele disse: "espera um momento que eu vou verificar", pegou a chave do carro, e quem disse que o carro pegou?, tiveram que empurrar até o local para examinarem o acontecido, poucos minutos depois veio o técnico e disse: "como é que a senhora chegou com este carro até aqui?", e a Pra. Leonor respondeu: "pode ter certeza que não foi nas minhas costas...", e ele disse: "não é possível!! Este carro está com a bobina queimada!!", e a Pra. Leonor respondeu novamente: "é que você não conhece o nosso DEUS", e relatou o acontecido na estrada, e o técnico disse que nunca tinha visto coisa igual. Meia hora depois, a bobina foi trocada e o carro nunca mais deu problema, usamos por mais dois anos até trocarmos por outro carro zero, Brasília também, só que esta era branquinha e com o estofamento marrom, linda, linda. Aquela Brasília 0Km nos deu muitas alegrias nas viagens. Amém!

Você crê nisto? Aconteceu comigo. Coisas do nosso DEUS.

"Deus meu, em ti confio, não seja eu envergonhado"

Salmo 25:2

Pr. Odecio

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