Faltou a energia eletrica no dia da inauguração

Quando começou os cultos em nossa casa, que prosperou de tal forma que nós nem imaginávamos, permanecemos ali quase dois anos, depois um irmão recém convertido, José Domingues e sua esposa Tereza, cederam uma casa dos fundos onde derrubamos as paredes internas e fizemos um salão, e ali permanecemos dezoito meses, sem nunca pagar água nem luz e nem a limpeza, tal era a gratidão daqueles irmãos que faziam tudo. O trabalho cresceu muito, eu não tinha mais lugar para acomodar as pessoas que ficavam em pé no corredor lateral. Um dia o SENHOR enviou até nós, para pregar aquele dia, o Pr. Osvaldo Mendes, e depois da mensagem abençoada ele veio até a mim e disse: “Pr. Odecio, o SENHOR manda te dizer: ‘Alarga as tuas tendas’”; bem, isso nos preocupou bastante, porque até então, nós éramos um grupo de irmãos que nos reuníamos para adorar ao SENHOR e apresentar nossa gratidão, nosso louvor, e DEUS operava maravilhas sobre nós, nós recolhíamos a oferta nem os dízimos, porque também não tínhamos despesas e ainda não éramos uma Igreja constituída, o que aconteceu logo depois.

Menos de um mês após isso, minha sogra, Ordalina, que hoje já está na Igreja triunfante, veio me falar que ali na Rua Angaturama, ela viu uma placa “Aluga-se” na antiga fábrica de doce; mais que de pressa entramos em contato, e alugamos aquele sobrado, que em baixo era um salão cinco vezes maior do que onde estávamos, além da casa no piso superior, para fazermos escritório e salas de aula, o que foi feito. Foi nessa ocasião em que um irmão fez a doação dos bancos para a Igreja, fizemos o púlpito, as irmãs colocaram as cortinas e a Igreja ficou linda para o doa da inauguração. Os irmãos e irmãs se preocuparam com a ornamentação da Igreja nova, o som e inclusive colocaram cortinas e até uma passadeira muito bonita, e pronto; tudo já estava preparado para o culto de inauguração. Fizemos um culto ao ar livre na esquina próxima da Igreja, e tinha muita gente, naquela época ainda podíamos fazer cultos ao ar livre. Da esquina fomos até a porta em frente a Igreja, mais um culto! Eu falei e mais alguns irmãos falaram à respeito daquela inauguração, porque a nossa alegria era indescritível, o nosso coração parecia saltar do peito, e havíamos combinado que ao abrirmos a porta, iríamos tocar um hino (os guerreiros se preparam), e todos entrariam cantando, louvando e glorificando a DEUS.

Foi aí que ACONTECEU, faltou luz (a energia elétrica), os microfones não funcionaram, o som deu uma “pane”, e tudo saiu completamente ao contrário do planejado; aí o Dc. Hernane, que era eletricista, correu e fez com que a energia voltasse, porém o som não funcionou, mas o culto de ação de graças nós realizamos. E a partir de então, realizávamos os cultos ali, nas terças, quintas, sábados e domingos, inclusive a Escola Bíblica.

Posso afirmar sem medo de errar que, embora o lugar fosse cinco vezes maior que o lugar onde estávamos, em tamanho e abrigo para as pessoas, nunca aos domingos, observei sequer um banco vazio, todos lotados e a Igreja cresceu sobremaneira; Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana.

“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração; louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos” Atos 2:46-47.

Pr. Odecio

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