Isso não é para ser imitado

Quando nós mudamos da edícula do irmão José Domingues e Tereza, onde permanecemos um 1 ano e 8 meses, sem pagar nem água, nem luz e nem limpeza, porque isso as irmãs faziam graciosamente, fomos para um salão, ali mesmo na Vila das Mercês, na Rua Angaturama n° 502 e eu morava na mesma rua, no n° 322, logo, era bem próximo. Íamos a pé para a igreja, claro.

Adquiri um costume aos domingos, de chegar sempre de 15 à 20 minutos antes de iniciar o culto para ter o prazer de cumprimentar as pessoas que ali estavam e aquelas que iam chegando, um número razoável, naquela época cerca de  200 pessoas.

Num domingo, em que eu estava passando por um problema, disse para minha esposa Pra. Leonor: “Vou para a igreja orar” e depois ela viria com as crianças, o Auler e a Simone.

Ao chegar à igreja, alem do diácono que tinha responsabilidade de abrir as portas e pôr tudo em ordem, lá, junto ao púlpito estava ajoelhado o irmão Ortega. Aproximei-me dele, ajoelhei-me ao seu lado e tivemos ali um período de oração. Ao encerrar, vi que ele estava com os seus olhos vermelhos e estava chorando na presença do Senhor. Perguntei o que lhe havia acontecido e ele me disse: “O senhor sabe que eu trabalho em uma grande imobiliária, e nós sempre deixamos uma reserva para eventual necessidade, além de deixar um fundo no banco, compramos carros porque qualquer problema vendemos, mas este ano eu estou passando por uma luta muito grande, as vendas para mim foram bloqueadas e até agora (não me lembro o mês), eu não vendi quase nada. Tive que vender um dos meus carros, estou em vermelho no meu cheque especial.” Eu então lhe disse: “Vamos orar especificamente por este assunto, pedindo para DEUS quebrar todas as barreiras levantadas por satanás, nos impedindo de fazer os negócios”.

Tornamos a dobrar os joelhos e orarmos, e agora, como eu sempre digo, a oração da necessidade específica, e amém. Depois foram chegando outras pessoas e fomos iniciando o culto.

Passados os dias, quem sabe um mês, o Ortega veio até a mim e disse que já havia feito vendas e qual não foi a nossa surpresa, minha e dele também, que naquele ano, como fazia sempre a imobiliária, no jantar de todos os vendedores, ele, o Ortega, ganhou uma televisão colorida (que naquela época era raro e muito cara) por ter sido o corretor que mais vendeu naquele ano.

Foi motivo de muitas alegrias, não só minha e dele, mas de toda Igreja quando ele testemunhou.

Por isso meu irmão, quando você estiver numa luta, seja ela qual for, ao dobrar o joelho e se quebrantar na presença de DEUS, o orar e jejuar, são as armas eficientes para mover o braço do nosso DEUS Vivo, Santo e Poderoso.

Tenha sempre como referência, que é o meu caso, o Rei Jeosafá - capítulo 20, de II Crônicas 1-6, 15.

(1) Depois disto sucedeu que os moabitas, e os amonitas, e com eles alguns dos meunitas vieram contra Jeosafá para lhe fazerem guerra.

(2) Vieram alguns homens dar notícia a Jeosafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão de Edom, dalém do mar; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi.

(3) Então Jeosafá teve medo, e pôs-se a buscar ao Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá.

(4) E Judá se ajuntou para pedir socorro ao Senhor; de todas as cidades de Judá vieram para buscarem ao Senhor.

(5) Jeosafá pôs-se em pé na congregação de Judá e de Jerusalém, na casa do Senhor, diante do átrio novo,

(6) e disse: Oh Senhor, DEUS de nossos pais, não és tu DEUS no céu? e não és tu que governas sobre todos os reinos das nações? e na tua mão há poder e força, de modo que não há quem te possa resistir.

“... não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, porque a peleja não é vossa, mas de DEUS.” – II Crônicas 20:15

Pense nisso e busque ao Senhor!

“Com a minha voz clamei ao Senhor, e ouviu-me desde o seu Santo monte” – Salmos 3:4

TODA HONRA E TODA GLÓRIA SEJAM DADAS AO SENHOR!

Pr. Odecio

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