
A Viagem
A passagem do ano de 1994 para 1995, no culto de ação de graças, eu e minha esposa Pra. Leonor, fomos surpreendidos quando o Pb. José Carlos Aveiro, hoje já na Igreja Triunfante, nos chamou para o púlpito no final do culto e nos deu no envelope um presente, ficamos bastante alegres e quando abrimos o envelope estava lá, que não a Igreja, mas que alguns homens como ele, meu filho Auler, meu genro Tony e mais três irmãos nos presentearam com passagens com tudo pago para visitarmos a Disney, na Flórida em Orlando. Meu DEUS! Para nós era uma viagem impossível, pois não conhecíamos nada lá e nem tínhamos passaporte, mas eles já haviam estado na agência de turismo, Vera Parodi, e haviam providenciado tudo, só faltava passarmos lá para fornecer os dados dos documentos para a retirada do passaporte e confirmarmos a viagem.
Lembro-me que naquela época, começo de 1995, o dólar estava mais barato que o Real, ah que alegria, algumas noites nós nem dormíamos direito, só pensando na viajem, nunca tínhamos feito uma viagem para o exterior, (a não ser para o Paraguai), tratamos de toda a documentação necessária inclusive o passaporte e o visto de entrada nos Estados Unidos e aguardamos o dia da viagem. No dia marcado, os nossos filhos com algumas pessoas da Igreja nos levaram até a agência de Turismo Vera Parodi, onde tivemos a oportunidade de conhecer a Sra. Vera Parodi, hoje serva de DEUS, e os demais que fariam parte desta excursão. Viajamos durante toda à noite, o nosso coração parecia que ia explodir tal era o nosso contentamento; descemos na cidade de Miami e fizemos conexão para a cidade de Orlando; tudo para nós era novidade, do aeroporto fomos até o hotel “Hamptom”.
Meu DEUS, que alegria, tivemos a oportunidade de conhecer todos aqueles parques da Disney, a Universal Studios, o Magic Kingdom, o Epcot Center, o Sea World, a MGM Studios e o Bush Gardens na cidade de Tampa, para nós, cada um era mais atrativo e mais bonito do que o outro, essa viagem para nós foi e ainda é inesquecível e somos gratos a DEUS e esses irmãos que fizeram esta doação, porém num dos dias que lá estávamos, a Sra. Vera Parodi, nos disse que no dia seguinte seria livre para fazermos compras e conhecermos muitas lojas e shoppings da cidade de Orlando.
O jovem motorista que nos conduziu neste dia, disse em tom de brincadeira e em português: “Pessoal, segurem firmes aí porque eu tirei a carta ontem e não dirijo muita bem”, todos riram e eu disse a ele: “Por minha parte e da minha esposa, sem problemas, porque somos evangélicos, salvos em Cristo Jesus, e se morrermos vamos para o céu”, chegamos na loja, todos contentes; e cada um procurou sua área para compra. Este jovem motorista veio até nós e nos perguntou se éramos cristãos, porque lá nos Estados Unidos, o evangélico é chamado de cristão, e eu disse que sim, e tivemos muita comunhão em Cristo Jesus e ele nos deu o telefone de uma irmã, irmã Sarah, muito abençoada e que nós deveríamos ligar para ela. Depois das compras retornamos para o hotel, e a Pra. Leonor ligou para a irmã Sarah que até então pra nós era desconhecida; eu observei que a Pra. Leonor conversava por telefone como se já conhecesse a Sarah por muito tempo; a irmã Sarah quando morava em São Paulo, Brasil, era da Igreja Família de Jesus, depois mudou com a família para os Estados Unidos e já faziam seis anos que estavam lá; deste telefonema, a irmã Sarah e seu esposo Juarez poucos momentos depois vieram nos buscar no hotel para tomarmos um café com ele na sua casa. Imagine, nós queríamos conhecer as casas dos americanos mesmo que fosse um brasileiro morando lá, porque nos falaram tanto que a curiosidade era grande. Lá fomos nós, o café e o lanche foram à brasileira, depois conversamos bastante e o SENHOR pela sua misericórdia usou tanto a minha vida como a Pra. Leonor através dos dons Espirituais para falar muito com aquelas vidas. Ali estavam: a irmã Sarah, e seu esposo Juarez, seus filhos, Duco, Lili e Fábio, e o noivo de sua filha, foi uma bênção, gostamos muito daqueles irmãos e eles depois nos levaram de volta para o hotel.
No domingo seguinte, cada um poderia fazer o programa que quisesse, e a irmã Vera Parodi apresentou alguns que poderíamos fazer, entre eles o Wet´N Wild, porém eu e a Pra. Leonor decidimos a convite conhecer uma Igreja Batista Tradicional ali em Orlando, no domingo, logo de manhã, logo após o café, a filha da irmã Sarah, veio nos buscar e nos levou para conhecer vários lugares, passamos por várias Igrejas Evangélicas muito grandes, até chegarmos na Igreja que eles freqüentavam, Igreja esta só de brasileiros e dirigida por Pastor brasileiro. Era o dia do culto da mocidade, não teve nada de especial para quem está acostumado a assistir um culto tradicional, até que certo momento, quando o Pastor local usou da palavra e a irmã Sarah já havia lhe dito que nós, Pastores do Brasil, estávamos ali presentes, o Pastor da Igreja, foi tão infeliz na sua palavra quando nos apresentou dizendo: “Temos presente em nossa Igreja um Pastor “sorveteriano” em tom de brincadeira e corrigiu, “quer dizer, Presbiteriano”, e a Igreja riu e amém, nem nos pediu para que ficássemos de pé para a Igreja nos conhecer; a irmã Sarah e sua filha Lili que ali estavam, ficaram tão envergonhadas com esta atitude do Pastor para conosco e nos convidou novamente para tomarmos um lanche em sua casa naquele dia; aceitamos e elas nos levaram para lá, mas, também elas convidaram, vários irmãos e irmãs, dali da Igreja, que estavam muito sedentos de DEUS, pois a maioria eram pentecostais e por conveniência e necessidade estavam comungando numa Igreja Tradicional.
Após o lanche, realizamos um culto com todos aqueles irmãos que ali estavam, eram aproximadamente vinte irmãos. DEUS tratou de forma gloriosa com aquelas vidas, através dos Ministérios e dons, e revelação e interpretação de línguas, e eles choraram muito porque realmente estavam sentindo a presença de DEUS, e tratando de coisas que eles sabiam, foi uma festa pentecostal. Não posso dizer quantas horas demorou esta reunião / culto, porém ninguém saiu, ficaram até o término, e depois tomamos mais um lanche; mais tarde nos levaram para o hotel, já era bem tarde da noite e tínhamos a certeza que naquela noite DEUS fez uma obra muito grande no meio daquele povo. Dois dias depois retornamos para o Brasil, mas na saída do hotel, ali estavam a irmã Sarah e seu esposo Juarez, e a irmã Nildete e seu esposo, nos trazendo presentes e vieram se despedir.
Fomos de ônibus de Orlando para Miami e de lá retornamos para o Brasil. Ufa! Que alegria, não víamos a hora de chegar para relatarmos os fatos aos nossos familiares e para a Igreja.
Decorridos aproximadamente dois meses recebemos um telefonema da Sarah, lembro-me que era um domingo e estávamos em um almoço em família, isto é, eu, minha esposa, nossos filhos, genro e nora e netos, e a Sarah nos pedia para enviarmos socorro, porque depois daquele culto abençoado em sua casa tudo mudou, e ela disse: “precisamos de obreiros aqui para nos ajudar”, e respondi: “Não temos nada em mente, mas vamos orar a DEUS”, foi quando a Simone, nossa filha nos disse: “Pai, nós vamos”, ela olhou para seu esposo, Pr. Tony e ele disse: “Nós vamos!”, e suas filhas, ainda pequenas disseram também: “Nós vamos!”, o que eu lhes disse: “primeiro vamos orar, se DEUS está nisso, Ele vai providenciar tudo, porque a Igreja não tem disponibilidade para enviá-los”.
Aí começa uma nova historia que fica para outra vez. Resumindo, o Pr. Tony e minha filha missionária Simone e filhas Gabriela e Giovanna foram para os Estados Unidos e lá ficaram cinco anos. Contaremos esta bênção noutra ocasião.
Pr. Odecio