Como DEUS preservou a minha vida curando-me da fascite necrosante.

 

Tínhamos acabado de retornar da nossa primeira viajem aos Estados Unidos, isso em fevereiro de 1995, as irmãs membros da Igreja, que costumam fazer visitas, ganharam para JESUS um casal de pessoas idosas, o esposo muito doente, que permanecia quase todo o tempo na cama, a esposa mais fortinha, uma ou outra vez era trazida para o culto dominical; tanto um como o outro manifestou um desejo de serem batizados, o que decidimos batizá-los por aspersão, por ser um caso muito especial, e, numa quinta-feira 23 de março de 1995, juntamente com um grupo de irmãs fomos à casa desses amados e os batizamos por aspersão e em seguida ministramos a Ceia para todos os presentes .

Era dia de culto na nossa Igreja, fui tomar o meu banho preparando-me para o culto, e quando coloquei a cueca senti uma picada no meu membro, como se fosse de uma formiguinha, passei a mão rapidamente, olhei e não vi nada, isto é, algum inseto que ali  estivesse, me troquei, tomei meu lanche e fomos para a Igreja.

Lá na Igreja, essa picada começou a me incomodar coçando muito, e ao retornar para casa, observei que ao redor da picada estava ficando vermelho, passei um creme chamado Fernergan e fui me deitar; naquela noite começou a dar uma queimação e comecei a me sentir mal, passou aquele dia, comecei a ter febre e o local começou a inchar, fui para um médico no PA do meu convênio, o médico me examinou e diagnosticou que eu estava com uma virose gripal, porém me deu um anti-inflamatório para tomar um comprimido a cada 12horas, isso já era sexta-feira dia 24, naquela noite eu tive febre muito alta, 40 graus, que mesmo tomando gotas de Novalgina, a febre cedia muito pouco, e comecei a ter vômitos.

Sábado dia 25, eu já estava me sentindo muito mal, pela manhã retornei para o PA do convênio e o médico novamente disse que eu estava desenvolvendo uma virose e receitou outro anti-inflamatório, á tarde retornei outra vez, com febre muito alta e muito vômito, e local da picada já estava ficando muito roxo e inchado, e este médico receitou outra pomada para passar no local. Eu já não estava mais agüentando ficar em pé, e com muita fraqueza passei a noite do sábado muito mal, e no domingo pela manhã voltei ao PA do convênio, por uma providência de DEUS, lá estava um médico urologista que se interessou pela minha causa e mandou fazer exames de sangue e de urina e me deu outro medicamento.

Nesse mesmo domingo, 26 de março, eu já não estava suportando mais, quando logo após o almoço, vários pastores da nossa Igreja vieram me visitar, um deles viu um espírito de morte sobre mim, e todos intercederam ao meu favor. Por volta das 17hs, pedi para ser levado novamente ao PA do convênio, pois estava com muita dor / queimação no local, e estava muito inchado passando da cor roxo para o preto, lá estava o mesmo médico que me atendeu pela manhã (por questão de ética não colocarei o nome do médico). A Pra. Leonor, minha esposa, falou duramente com ele: “É preciso tomar outra providência, porque até agora meu marido só está piorando”, foi quando ele fez alguns exames e constatou:

Pressão arterial – 6 X 4; Diabete – acima de 500; Febre de 40 graus; olhando minha língua constatou que eu estava desidratado, e o local das picada ficando preto e muito inchado.

De imediato providenciou a transferência e internação na Santa Casa de SJC, chegando lá, fui direto para a UTI e isolamento, lembro-me que era 18hs, entreguei o relógio a aliança e o anel e tiraram toda minha roupa, e como todos na UTI ficam nus e cobertos com um lençol. Veio a enfermeira coletar sangue, e eu pedi pra ela que me desse algo para aliviar minha dor que era muito intensa. Após a coleta de sangue ela me aplicou uma injeção e eu dormi até meia noite, acordei novamente com muita dor, percebi que eu estava inchando, ela me deu outra injeção e dormi até as nove horas da manhã; quando fui acordado por outra enfermeira que veio fazer minha higiene pessoal e me dar o café, lembro-me que ela perguntou se eu havia trazido a escova de dentes e eu disse que não, então ela enrolou uma gaze numa espátula, e passando no Cepacol, deu para eu fazer a higiene bucal, não consegui segurar a espátula, não tinha forças, a enfermeira percebendo que a situação era ruim, chamou imediatamente o médico de plantão, este veio e me examinou, em seguida vieram outros dois médicos, examinaram o local da picada, e eu já estava muito inchado e com ictirícia.

Falei com os médicos que eu não estava urinando, e eles de pronto mandaram passar uma sonda, o que não saiu nada de urina, meus rins estavam paralisados, isto é, sem funcionar, e assim ficaram por um período de 26 horas.

Por voltas das 14hs, minha esposa veio fazer visita, se bem que ela estava sabendo sobre mim a toda hora, porque nossa irmã Marlene trabalhava na Santa Casa e lhe informava, a Pra. Leonor quis conversar comigo, e eu não tinha sequer condições de ouvi-la, já estava muito fraco e não podia nem falar, ela orou comigo e foi embora, e pude ver por uma porta de vidro da UTI, que ela apontava o dedo em riste para o médico, e eu pensei: “A Leonor já está brigando com o médico”, e não para menos, porque o médico acabava de dizer pra ela que meu estado era gravíssimo e que no outro dia por volta daquele horário eu estaria morto, foi quando ela estendendo o dedo pra ela disse: “Nós cremos no DEUS vivo,meu marido será curado e vai sair deste hospital andando”, foi quando o médico disse: “Se a sra. crê...”, e “deu de ombros”.

Senti que meu estado estava piorando a cada momento, não podia erguer a cabeça de tanta fraqueza, meu corpo estava todo inchado e eu não podia fechar as mãos, e comecei a entrar em processo de septicemia, isto é, infecção generalizada, mas não tinha mais dor, realmente não sentia mais nada, não podia ficar com os olhos abertos e sentia muita fraqueza não conseguia nem virar a cabeça de lado. Por volta das 21hs, minha esposa tornou a entrar na UTI, agora com a Bíblia na mão, tentou falar comigo, mas eu não respondi, ela colocou a Bíblia sobre a minha barriga que estava muito inchada como todo o meu corpo, e disse em oração: “DEUS, na tua Palavra tem muitas promessas de cura, eu sei que tem uma para curar meu esposo, cura-o SENHOR”, me jogou um beijo e saiu. Em seguida eu senti uma forte vontade de urinar, o que aconteceu pondo pra fora inclusive a sonda e muita urina, logo após veio o enfermeiro, ajeitou toda a situação, e exatamente neste momento começou meu processo de cura, fiquei mais dois dias na UTI de isolamento, depois fui levado na UTI normal mais um dia e depois fui para o apartamento onde permaneci mais sete dias.

O local da picada, estava todo preto, inclusive pegando parte da barriga e a virilha, inchado de uma forma indescritível, mas não doía mais.

Lá no apartamento, o médico que cuidava de mim, disse que eu tinha a necessidade de me alimentar, o que eu não conseguia de forma alguma, traziam-me todo tipo de alimento que eu sempre gostei, inclusive iogurte batido, não tinha fome e não aceitava. Continuava ainda fraco e sem condições nem sequer de mexer a cabeça. As visitas foram proibidas. No terceiro dia que eu estava no apartamento (a Pra. Leonor, não arredou o pé de estar junto comigo, traziam ali suas roupas para ela se trocar e ela permanecia dia e noite ao meu lado), por voltas das 14hs,  ela disse que ia na copa bater iogurte, quem sabe eu ia aceitar, a porta da copa era bem de frente a do apartamento, foi nesse  momento que um anjo do SENHOR entrou pela porta, veio até mim, mas eu não podia me mexer para olhá-lo, cheguei a pensar que era um enfermeiro, mas as suas vestes eram muito brancas, eu o vi com “rabo de olho”, do ombro até a cintura, ele não me tocou, nisto a minha esposa entrou no apartamento e ele desapareceu. Eu comentei com ela, mas ela não viu nada, me deu o iogurte e tomei todinho, algo de maravilhoso aconteceu mais uma vez em mim, a fome retornou, veio a janta do hospital, comi tudo, adquiri forças, e no dia seguinte, já pedi para me colocarem no sofá, eu ao completar sete dias de apartamento tive alta. Aleluias e glórias a DEUS.

Fui para a casa e ainda permaneci uma semana de cama, e minhas forças iam voltando gradualmente e somente no dia 1 de maio, que caiu o restante daquela pele necrosada, não fiquei com nenhuma seqüela, a não ser uma cicatriz no local da picada, para que eu nunca mais esquecesse da beneficência e misericórdia que DEUS usou comigo ouvindo o clamor do seu povo a meu respeito.

A minha esposa me contou o grande amor e carinho que a minha Igreja demonstrou por nós, enquanto eu estava na UTI, muitos vinham para a Igreja em jejum, e a pedido, cerca de 50 ficaram desde a 7hs da manhã até às 19hs, isto na terça-feira, para que DEUS poupasse minha vida e me curasse.

Não tenho palavras para agradecer esta demonstração de amor e carinho para comigo, não somente pela Igreja que sou Pastor, mas por muitos outros irmãos e Pastores de outras Igrejas que oraram por mim.

Em 6 de julho de 1995, fui para a Terra Santa dirigindo um grupo, com irmãos, e completamente curado. No rio Jordão batizei vários irmãos e depois, mergulhei 7 vezes como Naamã, para deixar qualquer resquício da doença, e assim foi feito, e até hoje glórias a DEUS.

Apresento através deste, a minha gratidão à minha esposa, Pra. Leonor, que sempre esteve ao meu lado, meu filho, minha filha, nora e genro, os netos ainda eram pequenos, a Igreja de um modo geral e a todos aqueles que oraram por mim, e também aos médicos e enfermeiros que muito me ajudaram nessa situação em que eu me encontrava, pois desenvolvem um trabalho extraordinário na UTI, só quem lá esteve, pode avaliar.

Obrigado SENHOR.

Pr. Odécio

 

             Pra. Leonor e Pr. Odécio                     

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