
A bênção do Jorginho
(Operação de maravilha ou cura)
Já éramos batizados no Espírito Santo do SENHOR, porém, ainda estávamos na Igreja Tradicional, onde nascemos em CRISTO.
Acostumávamos fazer visitas aos domingos a tarde; e já tínhamos orado na casa de uma irmã, Maria José, quando ela me disse: “irmão Odecio (eu era diácono na Igreja), o irmão poderia orar por um sobrinho meu?”, respondi: “sim, claro!”; ela foi na casa ao lado e voltou com o Sr. Paulo trazendo no colo seu filho Jorginho, quando eu o vi, assustei e perguntei ao pai que idade seu filho tinha, e ele me respondeu, um ano e oito meses, e o que seu filho tem, perguntei, e ele disse: “é um problema de nascença, não tem cura, é um problema congenito, ele é débil, paralítico, surdo e mudo”; impus as mãos e orei pelo Jorginho, e disse ao pai dele: “o senhor poderia levá-lo ao culto hoje à noite, para o pastor orar por ele?”, e ele respondeu: “sim!”
De noite, quando chegamos na Igreja, o meu amado irmão diácono e amigo, Francisco Camacho Vargas, estava me esperando na porta e me disse: “o Pastor viajou com urgência e pediu para você pregar hoje, certo?”, “sim!, certo”, respondi.
Iniciou o culto, eu estava no pulpito esperando o momento da Pregação, quando vi entrar na Igreja o Sr. Paulo trazendo no colo o seu filho Jorginho.
Quando o dirigente do culto “passou” a palavra para mim, ou seja, o momento da pregação, eu chamei o Sr. Paulo à frente e perguntei: “O que a criança tem?”, e ele respondeu: “é um problema de nascença, não tem cura, é um problema congenito, ele é débil, paralítico, surdo e mudo”, então, abri a Palavra de DEUS, li um texto, impus as mãos sobre a cabeça do Jorginho e orei.
Havia aproximaamente duzentos e cinqüenta pessoas na Igreja, porém, antes da oração, perguntei: “Quantos crêem que o nosso DEUS pode curá-lo?”, todos se levantaram, por último os presbíteros, mas nessa atitude disseram: “Sim, cremos”. Orei e pedi ao Sr. Paulo para se sentar; passamos a pregação da mensagem no culto, e o culto terminou e amém.
Tudo corria normalmente, até que, mais ou menos seis meses após isso, estávamos em casa, num domingo, pouco antes do culto começar, morávamos pertinho da Igreja (mesma rua, mesma calçada, a uns oitenta metros da Igreja), recebemos a visita do mesmo diácono e amigo, que nos disse: “Vão preparados para o culto porque o Pastor vai chamá-los para uma reunião do conselho”, oramos à DEUS e dissemos: “SENHOR, não vamos abrir nossa boca, és tu nosso juiz, também nesta causa”. Fomos pra Igreja, o culto normal, após o encerramento, fui pra frente do púlpito conversar com o diácono, aguardando o chamado do Pastor para a reunião do conselho. Nesse momento eu estava de costas para a porta de entrada da Igreja, e ouvi quando “passinhos de criança” vinham em minha direção, virei-me e peguei a criança, na certeza de que era meu filho, mas qual foi minha surpresa, que ao pegá-lo, abraçou-me muito apertado (era o Jorginho); DEUS o havia curado da debilidade e da paralisia, chorei muito por aquele gesto da criança, que me reconheceu e veio-me abraçar. Aleluias!
Quando ele tinha treze anos, já em nossa Igreja, DEUS o libertou da surdez e da mudez de modo muito maravilhoso, pois o SENHOR me disse enquanto eu estava pregando: “Hoje vou libertar o Jorginho”, quando terminei a mensagem, fiz um sinal para ele que estava no auditório, ele veio para frente, impus as mãos sobre seus ouvidos, orei, e ao tirar as mãos, chamei pelo nome e ele ouviu e junto comigo repetiu várias palavras, foi uma grande festa. Aleluias!! Glórias à DEUS!!
Completou a bênção.
Considero isso, a marca inicial de nossa Igreja, Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana, porque este foi o último culto que participei como membro da Igreja Cristã Evangélica (Tradicional), da Vila das Mercês, na rua Angaturama, n° 222, em São Paulo.
Tivemos informações que o Jorginho, hoje, já é um homem, mora na cidade de Colinas-SP; seu pai faleceu, ele é arrimo da família e mora com sua mãe Rita, e trabalha numa companhia de ônibus urbano.
Se você que nos lê, aí de Colinas, e/ou adjacenças, e o conhecer, nos dê informações.
Gratos – Que DEUS lhes abençoe.
“Grandes coisas fez o SENHOR por nós, por isso estamos alegres” Salmo 126:3
Pr. Odecio
(AOE-EF-01/06/04)
Atualizado em 29/12/2008